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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

SARAH KALLEY ESPOSA DO DR. ROBERT KALLEY



 Sarah Kalley
Em 19 de agosto de 1855, Sarah Kalley ministrou a primeira escola bíblica a cinco crianças, filhas de duas famílias inglesas, contando a história do profeta Jonas. Sem perceber, ela deu um importante passo na história das igrejas evangélicas brasileiras. Sarah contou a história em língua portuguesa e ajudou a organizar a Igreja Evangélica Fluminense, marco das Igrejas Evangélicas Congregacionais no Brasil. Há 152 anos no país, a denominação mantém como seus pilares principais as áreas de ensino e evangelismo.
Sarah Pulton Kalley desembarcou no Brasil em 10 de maio de 1855. Procedentes da Inglaterra, ela, ao lado de seu marido, o missionário e doutor Robert Reid Kalley, não tinham nenhum vínculo com qualquer entidade missionária, mas estavam dispostos a realizar um trabalho profundo de evangelização dos brasileiros, ajudando a resolver questões sociais no Brasil Império. De acordo com o pastor Vanderli Lima Carreiro, relator da comissão que estudou a história da denominação, antes do doutor Robert Reid Kalley, várias tentativas de evangelização foi feitas no país, sem resultado e continuidade.
Nascido em oito de setembro de 1809 em Mount Floridan, próximo a Glasgow, na Escócia, doutor Robert foi batizado aos 38 dias de idade. Aos dez anos perdeu seu pai. Sua mãe se casou novamente, com David Kay, que criou Kalley manifestando o desejo de que ele se tornasse um pastor. A boa obra viria a se cumprir anos depois. Antes de se dedicar à obra de evangelização, Robert Kalley iniciou seus estudos na área de Medicina, tornando-se médico de bordo, e pôde, através disso, viajar o mundo conhecendo outras nações. Nessas viagens o doutor conheceu a congregacional Sarah Poulton, e em 14 de dezembro se casaram.
Talentosa e visionária, trabalhando junto com os ingleses pobres, Sarah coordenava uma oficina de costura para enviar roupas aos missionários fixados em outros países. Por estar tão envolvida nesse contexto missionário, ela e o doutor Kalley, durante uma visita à sede da Sociedade Bíblica Americana em Nova York souberam da necessidade espiritual do Brasil. Ao retornar à Inglaterra, o casal teve o chamado de largar tudo e vir para o país.
Chegando ao Rio de Janeiro, em 10 de maio de 1855, a família Kalley não encontrou lugar adequado para desenvolver o trabalho que propunha realizar. Sem local, foram a Petrópolis (RJ) e ali alugaram uma residência. Naquele local, no domingo do dia 19 de agosto de 1855, Sarah Kalley ministrou a primeira escola bíblica a cinco crianças. Nos domingos seguintes já funcionava também a classe de adultos, dirigida pelo doutor Kalley. O ano posterior marcou a chegada de três famílias portuguesas dentre os refugiados de Ilha Madeira. A convite do doutor Kalley, essas famílias vieram ajudar na evangelização, sendo que em dez de agosto de 1856, 10 crentes se reuniram no Morro da Saúde para o primeiro culto da Igreja Evangélica Fluminense. Em 11 de julho de 1858, foi batizado o seu primeiro convertido brasileiro, Pedro Nolasco de Andrade, no Rio de Janeiro. Esse dia passou a ser considerada como a data da organização da “Igreja Evangélica”, mais tarde denominada Igreja Evangélica Fluminense, para distingui-la da igreja presbiteriana organizada pelo reverendo Ashbel Green Simonton no início de 1862.
Robert e Sarah Kalley chegaram ao Brasil em 1855 e foram os precursores da Igreja Congregacional, vindos da Inglaterra.
MÚSICA E PUBLICAÇÕES O casal Kalley, além da EBD, também tem pioneirismo na parte musical. Foram eles que organizaram o primeiro hinário brasileiro, o Salmos e Hinos, em 17 de novembro de 1861. Por ser o primeiro no gênero, foi base para o Cantor Cristão, usado até hoje pela Igreja Batista, e o Hinário Evangélico, usado também pela Igreja Presbiteriana. Os fundadores da Igreja Congregacional também voltaram seus olhos para a área de ensino através da publicação de artigos na imprensa diária, distribuição de folhetos, visita às casas para propagar o cristianismo, instituição do culto doméstico e socorro aos enfermos. O casal militou pelas causas sociais e, como era médico, doutor Kalley ajudou a Comissão Sanitária a combater a cólera, doença que assolou Petrópolis no tempo do Brasil imperial. Kalley faleceu, aos 79 anos, em 18 de janeiro de 1888, e Sarah faleceu em 1907, aos 74 anos.

158 Anos do congregacionalismo no brasil (19 de Agosto 1855 - 2013)


INICIO DO CONGREGACIONALISMO NO BRASIL. (158 anos)

O inicio do Congregacionalismo no Brasil começou a ser gerado no coração do Dr. Robert Reid Kalley. Quando através da leitura do livro, Reminiscências de viagens e permanência no Brasil, Senado Federal, escrito pelo missionário Daniel P. Kidder.
Robert Kalley foi impactado pela situação espiritual do nosso país e fez um pedido de oração que dizia: “Rogai a Deus que me abra o caminho onde Ele deseje os meus serviços. Alimento a esperança de que possa ser entre portugueses, onde não há Bíblias nem pregadores do evangelho; e se for este o caso, talvez, alguns de vós sintam alegria na oração e serviço a fim de que a verdade de Deus seja conhecida entre aqueles que falam a vossa língua; mas, por enquanto, nada está decidido”.
         Deus ouviu a oração dos seus servos e concedeu ao missionário Robert Kalley o desejo do seu coração. Na época que o missionário veio para o Brasil havia apenas uma assistência religiosa aos protestantes estrangeiros que residiam no Brasil. Os cultos eram realizados em língua estrangeira como inglês, alemão e francês.
Robert Kalley foi o primeiro missionário a se estabelecer no Brasil, mas precisamente no Rio de Janeiro em Petrópolis onde fixou residência com o intuito de evangelizar os portugueses.
        Foi no dia 19 de Agosto de 1855 que se originou em nosso pais o congregacionalismo não com o designativo de congregacional apenas Igreja Evangélica Fluminense, no Rio de Janeiro, com o missionário escocês Dr. Robert Reid Kalley, o qual era originário da Igreja Presbiteriana Livre da Escócia.
       O propósito do Dr. Robert Kalley era de fundar uma Igreja com princípios congregacionais de inicio ele não utilizou o designativo congregacional por causa do liberalismo existente na época vivido pelas Igrejas americanas, pois no ultimo quarto do século XIX e princípios do século XX, o nome congregacional não gozava de boa reputação. Por isso, as Igrejas que ele fundou não recebeu de inicio o designativo  congregacional, a do Rio de Janeiro fundada em 1858, recebeu o nome de “Igreja Evangélica Fluminense “ e em 1873, no Recife fundou a “ Igreja Evangélica Pernambucana”.
        Mas por volta do ano de 1913, reuniram-se 13 Igrejas Evangélicas Brasileiras e 5 portuguesas para formarem uma entidade denominacional, que recebeu o nome de “Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais Brasileiras e Portuguesas “. Daí por diante, o designativo de congregacionais estaria sempre presente no nome denominacional.
       Ao falarmos sobre o inicio do Congregacionalismo no Brasil é importante ressaltarmos que a Igreja Evangélica Congregacional obteve um papel de fundamental importância para a nossa nação, pois foi a pioneira na evangelização do Brasil em língua portuguesa, gerando condições favoráveis para a vinda de outras denominações, como Batistas, Presbiterianas e outras mais.
Também contribuiu para o avanço social e político do nosso país, senão vejamos de acordo com dados levantados pelo Pr. Robson Sather Batista.

CASAMENTO.
Na época imperial, somente os casamentos católicos eram registrados nas câmaras municipais. O casamento de evangélicos, feito por pastores, foi reconhecido formalmente em 17 / 04 / 1863 pelo decreto imperial número 3069.

REGISTRO CIVIL.
Nesta mesma época, foi conseguido o estabelecimento de registros civis, como: casamento, óbitos e nascimentos para as pessoas de todas as religiões, pela Lei numero 1829 de 09 / 09 / 1870 que foi regulamentada em 25 / 04 / 1874.

DIREITOS POLITICOS E CIVIS.
Em 29 / 01 / 1881 sob Lei número 7981, os brasileiros passaram a gozar de todos os direitos políticos e civis, independente da religião professada.
- Liberdade para a venda de Bíblias;
- Registro de Igreja como pessoa jurídica;
- Sepultamento dos evangélicos nos cemitérios públicos (somente os católicos tinham o direito de serem enterrados nos cemitérios públicos, Lei numero 1879 de 22 / 09 / 1874)

INSTITUIÇÕES DOS “SALMOS E HINOS”
Instituições dos “Salmos e Hinos”. A primeira coletânea de hinos em língua portuguesa (deste se originaram todos os hinários existentes). A Sra. Sarah Kalley, esposa do Dr. Robert Kalley, organizou os “Salmos e Hinos” bem como compôs grande parte de seus hinos.

INSTITUIÇÃO DA ESCOLA BIBLICA DOMINICAL
Instituição da Escola Bíblica Dominical no Brasil, marcando o começo do Evangelismo Nacional Pioneiro em caráter permanente.

        Vemos que o trabalho deste missionário foi e tem sido um trabalho duradouro, pois chegou até nós e tem crescido para a glória de Deus.
Este homem de Deus antes de voltar para a Escócia ele mostrou-se preocupado com a continuidade da obra no Brasil, em uma carta ao famoso pregador Charles Haddon Spurgeon ele disse: “Se eu fosse uns 20 ou 30 anos mais moço eu me regozijaria com este campo tão vasto de trabalho, mas prefiro entregar tudo nas mãos de alguém mais jovem”...
“Você não acha que poderia encontrar e sustentar homens que tomem posse dessa terra em nome do Senhor Jesus”
       Tomando as palavras do pastor Anacleto Inácio da Silva, vemos que o missionário e médico Robert Kalley “tornou-se um marco na história das missões pelo seu pioneirismo no mundo da língua portuguesa, seu desprendimento, sua coragem, sua fidelidade em pregar o evangelho sem diluí-lo, dependendo daquele que tanto efetua o querer como o realizar segundo a sua boa vontade. É uma inspiração para todos os congregacionais brasileiros no cumprimento da tarefa principal da Igreja: a evangelização.”.

Agradeçamos a Deus por sermos cristãos congregacionais e por termos a certeza de que Ele irá continuar realizando a sua grandiosa obra em nossa denominação. Portanto meus amados irmãos em Cristo Jesus amem a nossa denominação e ergamos a bandeira do evangelho, pois tenho certeza que Deus continuará nos abençoando como denominação e como cristãos autênticos.

Pr. ADENILDO PEDRO DA SILVA.

IGREJA PERSEQUIDA CLASSIFICAÇÃO DE PAIS POR PERCEQUIÇÃO







Com base em experiências de campo, anualmente, a Portas Abertas publica uma lista com os 50 países mais opressores ao cristianismo. Há três principais objetivos para esse levantamento: fazer dessa classificação um instrumento mais preciso de medição da extensão da perseguição aos cristãos hoje; determinar onde a necessidade é mais urgente e; assim, planejar melhor projetos e ações.

Perseguição é "toda e qualquer hostilidade vivenciada em qualquer lugar do mundo, como resultado da identificação de uma pessoa com Cristo. Isso inclui atitudes, palavras ou ações hostis contra os cristãos, partindo de fora do cristianismo ou em meio a ele". Ron Boyd-MacMillan

Em comparação ao ano anterior, a Classificação de Países por Perseguição, originalmente chamada de World Watch List - WWL,  chegou em 2013 com alterações significativas e destaques bastante curiosos; a começar pela maneira com que a listagem foi feita.

A explicação é bastante simples: até 2012, o questionário elaborado pela Portas Abertas, que considerava as áreas onde a perseguição religiosa era mais latente, era composto por perguntas genéricas, rápidas, e não muito aprofundadas. Para a classificação desse ano, o questionário apresentado aos cristãos em campo foi reestruturado e alguns fatores e detalhes foram postos na balança. O relatório passou a considerar dois aspectos da perseguição religiosa: o contexto da perseguição e as diferenças de perseguição de acordo com as comunidades hostilizadas. 

Por esse motivo, esse ano surgiram importantes mudanças nas dez primeiras posições, com novos países que passam a integrar o quadro dos 50 mais intolerantes à fé cristã. Ao comparar a classificação de 2013 com a de 2012, atente-se aos seguintes destaques:

+ Países novos entraram na lista: Mali (7ª), Tanzânia (25ª), Quênia (40ª), Uganda (47ª) e o Níger (50ª).  

Como já citado, o Mali, na África, que não apareceu em classificações anteriores, já chega ocupando a 7ª colocação. Isso se deu porque, após um golpe militar de Estado em março de 2012, o país vive hoje um momento de tensões e mudanças políticas, o que reflete diretamente na perseguição à Igreja. O norte foi dominado por milícias islâmicas e, portanto, todas as igrejas dessa região foram destruídas e milhares de cristãos tiveram que fugir para o sul ou para países vizinhos. 

+ Há onze anos consecutivos, a Coreia do Norte figura em primeiro lugar no ranking.

+ O Iraque está agora no TOP 5 da lista. Pulou da 9ª para a 4ª posição no quadro geral. Desde 2003, quando a invasão liderada pelos EUA derrubou o regime de Saddam Hussein, os cristãos tem sido alvo constante de grupos radicais islâmicos que atuam no país. 

+ A Síria subiu 25 posições, a Etiópia 23 e a Líbia 9, o que significa que a perseguição nesses países se intensificou.  

+ A Nigéria se manteve no 13º lugar, mas a perseguição que antes era considerada somente no norte do país, agora se expandiu para todo o território. 

+ A China desceu do 21º lugar para o 37º e o Egito do 15º para o 25º. Entenda, porém, que essas alterações nas posições não significam, necessariamente, uma melhora na perseguição religiosa na China e no Egito, especificamente. 

O que acontece é que, devido à mudança na forma de classificação dos países, em alguns lugares a perseguição religiosa é maior do que nessas nações, o que fez com que muitos países descessem no ranking sem que a hostilidade aos cristãos tenha diminuído de fato. 

O esclarecimento acima pode aclarar também porque alguns países deixaram o ranking, mas não devem sair da sua lista de orações, já que a perseguição não acabou. 

São eles: Cuba, Bangladesh, Chechênia, Turquia e Belarus. É, novamente, a nova maneira de aferir a perseguição que provocou tal movimento na tabela. Relatos do campo informam que, sim, em determinados países, como a China, há sinais de melhora, mas, mesmo assim, as pressões contra minorias religiosas permanecem.

A boa notícia é que a perseguição tende a estar relacionada com o crescimento e o testemunho, e normalmente refina e fortalece a fé dos cristãos, não o oposto. Por isso, em geral, o aumento das pressões contra o cristianismo mostra que a Igreja está crescendo. 


ORE POR ESSES PAISES PARA QUE O SENHOR VENHA SALVAR ESTAS NAÇÕES EM NOME DE JESUS.

sábado, 21 de setembro de 2013

Soldados de cristo

                 
                               Soldados de  cristo do vale da benção central de \caruaru

Coral de jovens do vale da benção central de Caruaru



Inalguração do templo da igreja vale da benção central de Caruaru





Tratamento de enxaqueca


O que é Enxaqueca?
A enxaqueca é um dos tipos de cefaleia (dor de cabeça). Na enxaqueca, a localização da dor normalmente é de um lado da cabeça, às vezes, dos dois.
O que é enxaqueca?
Causas
Os fatores mais frequentes que podem iniciar uma crise de enxaqueca são:
Saiba mais
1. Alimentos e bebidas
·         Queijos amarelos envelhecidos
·         Frutas cítricas (principalmente laranja, limão, abacaxi e pêssego)
·         Banana (principalmente d'água)
·         Linguiças
·         Salsichas e alimentos de coloração avermelhada, em conserva
·         Frituras e gorduras
·         Chocolates
·         Café, chá e refrigerantes à base de cola
·         Aspartame (adoçante artificial)
·         Glutamato monossódico (tipo de sal usado como intensificador de sabor, principalmente em comida chinesa)
·         Vinhos (principalmente o tinto)
·         Cervejas e chope.
2. Hábitos alimentares e sono
·         Ficar mais de cinco horas seguidas sem se alimentar
·         Dormir mais ou menos do que o de costume.
3. Variações bruscas de temperatura e umidade do ar
·         Entrada em ambientes frios, estando antes em ambiente quente e vice versa.
·         Ingestão de líquidos gelados com o organismo aquecido ou suando muito.
4. Fatores hormonais, emocionais e estresse.
·         É muito comum mulheres portadoras de enxaqueca apresentar dor nas fases pré, durante ou após a menstruação.
·         Muitas mulheres têm as crises pioradas a partir do momento que iniciam o uso de anticoncepcionais orais
·         Na menopausa, muitas mulheres melhoram espontaneamente e voltam a piorar quando iniciam a reposição hormonal.
·         tratamento e cuidados
·         encontre um médico

Tratamento de Enxaqueca
Somente o médico pode dizer qual a melhor medicação para quem sofre de enxaqueca, mas as crises podem ser reduzidas ao evitar os fatores desencadeantes.
Saiba mais
O que fazer quando estiver em crise de enxaqueca?
·         Esteja sempre preparado: os portadores de enxaqueca devem ter a medicação para as crises sempre à mão
·         Em caso de enxaqueca intensa, procure um local fresco e escuro para recostar, mas não deite.
·         Coloque gelo sobre as áreas doloridas
·         Tome o medicamento recomendado pelo seu médico, mas nunca mais de duas vezes por semana.
·         Beba muita água e coma moderadamente
·         Descanse.

sábado, 14 de setembro de 2013

AS SEMANAS E OS MESES DE GRAVIDEZ DE UMA GESTANTE


Mulher grávidaAS SEMANAS E OS MESES DE GRAVIDEZ                    

                        

 PRIMEIRO MÊS DE DESENVOLVIMENTO 

Pouco depois da fecundação, a grande atividade provocada no óvulo pela entrada do espermatozóide dá lugar a primeira divisão do ovo, da qual remitam duas células. No início do quarto dia acorrem 12 a 16 blastômeros; dizemos que está formada a mórula, que se apresenta como uma bola maciça, formada por células arredondadas e semelhantes entre si.
Dentro da pequena bola maciça, forma-se uma pequena cavidade; na parede que rodeia essa cavidade, as células se dispõem em dois grupos, uma amada superficial chamada trofoblasto, que irá nutrir e uma massa celular interna
  Por volta do décimo dia, o ovo cava um ninho na parede do útero, aonde se acolhe para permanecer por nove meses num ambiente onde não lhe faltarão alimento, água e calor.
O trofoblasto começa a crescer e emitir tentáculos para os tecidos uterinos circundantes. À proporção que os trofoblastos destroem mais tecidos e abrem mais vasos, o útero forma uma barreira de tecidos reforçados para a formação de um órgão definitivo para a nutrição do embrião em crescimento. Tal órgão é a placenta – massa discóide,presa ao embrião pelo cordão umbilical.
A parte verdadeiramente embrionária do ovo é chamada lâmina, formada pela dupla camada de células entre o saco amniótico e a vesícula vitelina. Esta lâmina recebe o nome de disco embrionário; a camada externa é o ectoderma; a interna é o endoderma. Logo a seguir forma-se uma terceira camada chamada mesoderma. O mesoderma além de ficar entre as duas camadas, também expande-se para a área extra-embrionária, para forrar o interior do trofoblasto e revestir âmnios e o saco vitelino.
1 mês de gravidez  Quase em seguida (por volta dos dezesseis dias), surgem às células sangüíneas primitivas. Vemos assim, na terceira semana de vida esboçar-se o sistema sangüíneo. ilhotas são formadas, cujas células centrais se libertam e começam a movimentar-se vagarosamente por delgados vasos sangüíneos.
Dentro dos limites do disco embrionário - extremidade cefálica do embrião - esses finos vasos se fundem até se formar o coração. Primeiramente a formação do tubo cardíaco, que, após várias transformações, chega a se formar o coração humano e por fim, contrair e dilatar, forçando o sangue a circular. Isso ocorre por volta do vigésimo quinto dia. Por essa mesma época, também surge o sistema nervoso. Na camada ectodérmica surge à placa neural, cujos bordos da mesma se alteiam como pregas, de modo a constituir um tubo.
Ao fim do 1º mês, o embrião humano mede aproximadamente 6mm de comprimento com a cabeça muito encurvada para diante, com uma pequena cauda pontuda recurvada abaixo do ventre, não tem face, apenas uma abertura ampla e funda. O coração é grande e por transparência percebem­se no dorso, cerca de trinta e cinco blocos de tecidos, chamados de somitos, que darão origem às massas musculares. Também se observam os arcos branquiais com aparência que lembram costelas.
  Estes arcos que são órgãos em formação, são chamados de branquiais porque correspondem às brânquias (órgãos respiratórios dos peixes). Curiosamente, nos primeiros estágios de desenvolvimento, os embriões dos mamíferos não são muito diferentes dos embriões dos outros vertebrados.
No interior do embrião já se acham esboçados órgãos do adulto: olhos, nariz, estômago, pulmões, rins etc.


SEGUNDO MÊS DE DESENVOLVIMENTO 

2 meses de gravidezJá no segundo mês, o embrião possui uma face, que, embora grotesca, é inconfundivelmente humana; o pescoço liso suporta a enorme cabeça, os braços e pernas mostram dedos e artelhos, cotovelos e joelhos.
  O sexo não só aparece nas glândulas sexuais específicas (testículos e ovários), mas na própria aparência dos órgãos sexuais externos. É por esta época que a cauda humana alcança seu maior desenvolvimento para depois regredir. Durante este sala, o embrião aumenta em comprimento seis vezes (de 6 mm a 35 mm) e aproximadamente quinhentas vezes o peso (100 miligramas).
Ao encerrar o segundo mês, o maxilar inferior ainda é pequeno, o queixo é pouco pronunciado, o nariz é lago e chato, a olhos são muito distantes e a testa proeminente.
Há o aparecimento dos ossos no interior dos braços e pernas e a constituição dos músculos definitivos do indivíduo humano. Durante o 2° mês, surgem a moldes para os componentes da espinha dorsal (33 vértebras), das costelas (12 pares), omoplatas, clavículas, ossos dos braços (3), ossos do punho (8) ossos do pé (19). O segundo mês também é caracterizado pelo aparecimento do fígado, que no final deste, inicia sua função de secretar bile.
O apêndice Caudal (cauda), proeminente no primeiro mês, cresce muito lentamente, de modo que vai se tornando cada vez menos distinto, até incorporar-se á região inferior do tronco, correspondente á pélvis.
Concluindo, podemos dizer que neste período aparecem a primeiros centros de ossificação, principalmente no crânio e nas regiões dos ossos mais longos. Conseqüentemente o corpo perde alguma flexibilidade, salientam-se as formações do rosto e tornam-se também mais nítidos e diferenciados os membros e os dedos. A partir daí, o crescimento se processa com rapidez.
Devemos salientar como aspecto importante do desenvolvimento, que é neste período em que se estabelece em definitivo e padrão da organogênese (formação de órgãos), sendo o feto neste período mais sensível a ação dos agentes teratogênicos.   

TERCEIRO MÊS DE DESENVOLVIMENTO

3 meses de gravidezDurante o terceiro mês, a boca, o nariz e a garganta sofrem uma melhoria considerável. Do assoalho da boca levanta-se uma cunha do tecido superficial na espessura dos maxilares superior e inferior. Logo essa cunha de tecido se fende em duas, por sulcos profundos do assoalho e na abóboda da boca. Há o aparecimento do gérmen do dente. A transformação de cada gérmen dentário em um dente é complexo.
Embora seja necessário passar mais seis meses para ouvirmos o choro da criança, no terceiro mês, as cordas vocais já surgem. No princípio, essas cordas são grossas e frouxas, sendo que, por volta do meio da gravidez, no seu interior aparecem fibras musculares e elásticas retesadas; porém, na época do nascimento, as cordas vocais são relativamente grossas e arredondadas.
O sistema digestivo do feto começa também a mostrar sinais de atividade. As células que forram o estômago começam a secretar muco. O fígado começa a despejar bile no intestino e inicia uma das suas funções mais importantes, embora temporária, transformar e lançar glóbulos sangüíneos na circulação. É então que surgem no sangue as primeiras células sangüíneas maduras, que são formadas no baço. Pouco a pouco o fígado assume o encargo do baço e mais tarde será, por sua vez, substituído pela medula óssea:
Há o aparecimento do pâncreas, o funcionamento dos rins, secretando urina que é gradualmente evacuada da bexiga fetal para o líquido amniótico.
Durante o terceiro mês, os órgãos sexuais externos do macho passam por um grande progresso; o pênis aumenta de comprimento e se rodeia por um sulco profundo que é o começo da glande. Finalmente a pele e os tecidos subjacentes da região que cerca a base do pênis se engrossam e constituem uma bolsa escroto primitivo. Os testículos ainda não se acham alojados no escroto, ficam na cavidade abdominal durante os sete primeiros meses de vida. Só um pouco depois do nascimento que os testículos descem para o escroto.
O embrião feminino durante este período não sofre muitas evoluções nos órgãos sexuais, sendo que no quarto mês esta evolução ocorre.
Recobrindo os órgãos internos acham-se os ossos e os músculos, que com seu crescimento ininterrupto e ativo traçam a forma e robustez do corpo fetal.
O nariz começa a se modelar; nas cartilagens das palmas das mãos e dos pés, dos dedos e artelhos, começam a surgir pontos de ossificação; os punhos e os tornozelos ainda continuam formados só de cartilagens.
Os batimentos do coração fetal são bastante fortes para poderem ser ouvidos por um estetoscópio.
Ao final do terceiro mês, o cumprimento está quase duplicado em relação ao mês anterior: o feto mede 9 cm e o peso já é de 40 gramas. O feto começa a movimentar-se dentro do saco amniótico, embora a mãe ainda não possa perceber os movimentos. O volume da cabeça em relação ao corpo é um pouco menor. As impressões digitais, palmares e dos artelhos estão agora bem desenvolvidas e podem ser claramente estudadas pelos métodos comuns. Portanto ao final desse período, o primeiro trimestre de desenvolvimento, todos os grandes sistemas de órgãos estão formados.

QUARTO MÊS DE DESENVOLVIMENTO 

4 meses de gravidezNo 4º mês: o comprimento é de cerca da 20 cm e o peso aproximadamente 200 gramas. A pele finíssima, é desprovida da camada gordurosa subcutânea. Esta condição de transparência dá ao feto a cor vermelha característica, correspondente à rede capilar e a tecidos irrigados de sangue. Os rins começam a funcionar, mas sem a função excretora típica. Os: rins, no quarto mês, filtram a água e resíduos catabólicos do sangue, emitem urina para a bexiga e daí para o líquido amniótico, que é deglutido pelo feto. Portanto, os resíduos voltam ao sangue. Para eliminá-los é preciso que o sangue fetal os transporte pelo cordão umbilical, até a placenta.
Durante o quarto mês a mãe começa a perceber os movimentos fetais O início dos movimentos perceptíveis é um dado importante, na obstetrícia clínica, para cálculo da data provável do parto, quando a mulher tem dúvidas quanto á data em que se interrompeu e menstruação, ou para confirmar essa informação preliminar. Neste período o esqueleto ósseo está em formação e pode ser visualizado por meio de raio X. O corpo do feto vai-se cobrindo de uma capa protetora cascosa.

QUINTO MÊS DE DESENVOLVIMENTO 

5 meses de gravidez
O feto de cinco meses é uma criatura de pele enrugada, medindo cera de 30 cm de comprimento e pesando mais ou menos 450 gramas.
Depois que todos os órgãos internos já foram arquitetados, a pele e seus derivados se apressam por chegar à forma final.
Os derivados da pele, como cabelos, cobrem todo o crânio e seu corpo está coberto com um pólo macio denominado lamigo ou lanugem. Aparecem as unhas dos dedos e dos artelhos. A principio a unha é recoberta por uma camada compacta de células lulas semelhante à cutícula da unha madura. Esse revestimento é geralmente provisório, caindo antes do nascimento, embora às vezes possa ser visto em recém-nascidos. Ë igualmente por essa época que se mostra o revestimento de esmalte e a dentina nos gérmens dentários dos dentes-de-leite.
O coração e os pulmões jazem na região do futuro pescoço; o fígado, estômago e mesonefros ficam no futuro peito, e o cordão umbilical fica ao nível do futuro diafragma. O abdome e a pelve são tão reduzidos que praticamente não existem. Depois, à medida que a parede abdominal se desenvolve, os órgãos, conservando suas relações recíprocas, vêm gradualmente a se colocarem em níveis ceda vez mais baixos em relação ás costas.
Sucede assim, que o coração acha-se na porção superior do peito; ao nascer acha-se no meio deste. O fígado e o estômago descem do peito para o abdome que vai crescendo durante os quatro últimos meses de vida fetal.
Esse deslocamento é gradual para baixo na posição dos órgãos, chamado a descida das vísceras.
O aparelho digestivo e a bile são lançados no intestino, onde se processa uma digestão rudimentar de células, de lanugem e outros resíduos que o feto deglute com o líquido amniótico. O pequeno volume de material sólido, juntamente com os sucos digestivos e a bile, assumem cor esverdeada, característica da bile oxidada, e vai sendo depositado no tubo intestinal. Na ocasião do nascimento, este material denominado mecônio, terá alcançado volume suficiente para fechar os segmentos inferiores do intestino da criança. O mecônio representa as primeiras fezes do recém-nascido
O coração que bate de 120 a 160 vezes por minuto, pode ser ouvido com um estetoscópio. O feto de cinco meses já elimina algumas de suas células e as substitui por novas, processo que continuará durante toda vida. Entretanto, ainda não consegue sobreviver fora do útero materno. Neste período a placenta cobre cerca de 50% do útero.

SEXTO MÊS DE DESENVOLVIMENTO 

6 meses de gravidezDurante o sexto mês, as pálpebras, que desde o terceiro mês, se haviam colado, reabrem-se, descobrindo uns olhos inteiramente formados que, no mês seguinte, adquirirão sensibilidade específica à luz. Assim acabado, o olho humano acha-se pronto para desempenhar seu papel capital na percepção do mundo exterior. Geralmente quando os olhos se abrem pela primeira vez, no sexto mês, existe uma membrana opaca e delgada, chamada membrana pupilar, estendida sobre a pupila ocular. Normalmente essa membrana desaparece no decorrer do sétimo mês, embora ás vezes persista até ao nascer. A íris não adquire sua pigmentação completa, sendo que os recém-nascidos têm a íris azul-cinzenta, qualquer que venha a ser a cor de seus olhos no futuro. Os cílios e as sobrancelhas surgem em geral neste período.
Os lábios exibem uma delimitação bem nítida. Os pulmões do feto de seis meses já são suficientemente desenvolvidos para poderem respirar poucas horas, caso venha nascer prematuramente.
Neste período o peso do feto chega a alcançar um quilo. As glândulas sebáceas da pele começam a secretar um exsudado denso e untuoso denominado por verniz caseoso, que permanece aderido à pele. O verniz caseoso protegerá a pele delicada do feto durante o trauma do trabalho de parto e contribuirá para evitar possíveis lesões.

SÉTIMO MÊS DE DESENVOLVIMENTO 

7 meses de gravidezNo feto de sete meses, seu sistema nervoso parece estar bastante desenvolvido para poder satisfazer suas necessidades de vida independente, embora ainda longe de estar acabado, durante os restantes dois meses de vida fetal e nos primeiros meses de vida pós-natal vias nervosas e muitas novas cadeias de nervos relacionados têm que se formar para que possa considerar maduro o complexo e intrincado mecanismo que é o cérebro humano.
Ao 7° mês, é possível registrar ondas cerebrais através do abdome da mãe, provindas do córtex cerebral do feto. Pesquisas recentes indicam que o consumo de proteínas pela mãe durante esse período é de extrema importância para assegurar pleno desenvolvimento do sistema nervoso da criança e, assim, assegurar também suas potencialidades totais em termos de inteligência.
No indivíduo masculino o sétimo mês  assinala o começo de um acontecimento importante, que vem a ser a descida dos testículos para as bolsas escrotais.
Ao fim do sétimo mês de gestação o feto pode medir uns 40 centímetros de comprimento e pesar cerca de 1.700 gramas. A meada de gordura subcutânea ainda é muito fina, o que dá certa transparência à pele, que se apresenta rugosa. Neste período o feto é considerado viável, porque todos os aparelhos estão suficientemente desenvolvidos para garantir uma sobrevivência precária. Os sistemas de regulação ainda não garantem controle eficaz do metabolismo, isto é, os processos de trocas celulares, síntese de proteínas, assimilação de hidratos de carbono e outros processos bioquímicos. No entanto, esta debilidade do prematuro é atualmente compensada, pela disponibilidade de recursos físicos e terapêuticos e pelas técnicas de assistência posterior ao parto. O desenvolvimento da puericultura (nos casos de prematuros a cargo dos berçaristas) contribui para aumentar as chances de sobrevivência das crianças nascidas após sete meses de gestação.
Nas últimas oito semanas de gestação, o ganho de peso do feto é muito rápido, de 200 a 250 gramas, per semana. As gorduras subcutâneas se depositam em camadas mais espessas e atenuam a cor vermelha da pele, além de torná-la mais suave. Os membros se tornam gradualmente mais cheios e firmes.

OITAVO MÊS DE DESENVOLVIMENTO 

8 meses de gravidezOs membros se tornam gradualmente mais cheios e firmes. Com oito meses, o feto mede uns 45 cm e pesa cerca de 2,5 Kg. As condições de sobrevivência são melhores do que as do sétimo mês, apesar da superstição, cientificamente infundada, que atribui chances menores de sobrevivência ao prematuro de oito meses. Devemos ressaltar também que neste período a fisiologia do feto se torna cada vez mais semelhante à do adulto. Por esta razão, os agentes que afetam a fisiologia da mãe passam a ameaçar a do feto. Um exemplo disto são as crianças que nascem com o vício da maconha, heroína e outras drogas.

 

 


NONO MÊS DEDESENVOLVIMENTO 

Pronto para vir ao mundo, com todos os seus órgãos constituídos e prontos para entrar em funcionamento, o tenro ser humano passa pelos últimos toques de sua anatomia para uma vida independente assim que nascer.
Nestes dois meses, ele lucra mais ou menos um quilo no peso e 5 centímetros na estatura. As rugas e a flacidez da pele somem com o recheio de gordura que se opera rapidamente. Arredondam-se os contornos do corpo, principalmente nos braços e pernas. A própria íris dos olhos está sujeita a essa acentuação ulterior do pigmento. O corpo acha-se em parte recoberto ainda pelo induto de matéria sebácea que tem o nome de verniz caseosa; as unhas crescem bastante e é freqüente ultrapassarem, por ocasião do nascimento, as pontas dos dedos e dos artelhos.
As gengivas passam a exibir uma aparência de rugas e sulcos. As papilas gustativas, que durante os sete meses, são muito numerosas e mais amplamente distribuídas no interior da boca e na garganta do que sucede no adulto normal, sofrem agora uma regressão ou degeneração parcial, de maneira que o feto a termo tem menos papilas gustativas do que o prematuro de sete meses.
As glândulas mamárias atingem seu pleno desenvolvimento fetal durante esse período e os canais que drenam a glândula para a superfície do mamilo, se completam e abrem a sua luz. No intestino, uma massa verde e escura, viscosa de secreções acumuladas do fígado, do pâncreas e das glândulas digestivas, foi propelida lentamente por contrações ondulantes e lentas do intestino delgado para o grosso intestino, onde ao nascer, se acha prestes a evacuar.
9 meses de gravidezUma vez quase completados os nove meses de vida intra-uterina, e já não tardando que o feto seja expulso do útero, interessa observarmos a posição, as condições do feto e os seus envólucros. O feto dentro do útero pode ocupar qualquer posição possível; na maioria das vezes fica de cabeça para baixo, nádegas para o alto, o dorso paralelo ao dorso materno, e com as pernas e braços dobrados diante e junto ao peito. O cordão umbilical, que tem aproximadamente comprimento igual ao do próprio feto (50 centímetros), descreve um trajeto tortuoso e volteante do umbigo do feto até a placenta, que se acha aderida à parede uterina. A placenta é discóide e espessa de tecido esponjoso, pesando 450 g, em cujo interior os vasos maternos e fetais entram em contato. Ao mencionar a placenta e o cordão umbilical abordamos o último aspecto da anatomia fetal e de sua fisiologia, que nos merecerá maior atenção, e que vem a ter particular importância durante o nascimento; queremos nos refará à circulação do sangue do feto através dele próprio, do cordão e da placenta. Nos dias que correm, não se ignora que o sangue humano circula ininterruptamente através do corpo, em um sistema fechado de vasos, impulsionado pelos batimentos do coração. O sangue passa do coração às artérias e delas aos pequenos capilares, onde o seu precioso conteúdo é aproveitado em parte para o consumo celular, depois se coleta pouco a pouco para voltar ao coração, por meio das veias. Além disso, um sistema especial de artérias e veias leva o sangue do coração aos pulmões onde ele absorve oxigênio, e torna ao coração entre duas voltas pela circulação geral.
Ora, no feto, há duas circunstâncias especiais que modificam esse tipo de circulação - primeiro, a inatividade dos pulmões e, segundo a grande atividade da placenta como única fonte de alimentos e de oxigênio para o feto.
É forçoso, portanto, que o sangue durante o seu trânsito pelo corpo, seja levado através das grossas artérias umbilicais e pelo cordão umbilical até a placenta. Aí depois de ter-se carregado de alimentos e oxigênio, volta ao feto por uma calibrosa veia que também percorre o cordão umbilical. Em seguida passando pelo fígado vai ter ao coração, para recomeçar novo círculo através do corpo. Deveria, normalmente passar pelos pulmões primeiro, mas como estes não se acham em funcionamento essa volta inútil é suprimida temporariamente por um desvio, um vaso especial chamado "canal arterial", que leva o sangue destinado ao pulmão, diretamente à circulação destinada ao corpo (circulação geral). É claro que ao nascer, assim que a criança respira efetivamente e que a placenta se desprega do útero, algo tem que se suceder no concernente a essas duas particularidades da circulação fetal.
Já se notam, com o prenunciar do nascimento que se aproxima - aliás um sinal da necessidade de nascimento - certas modificações no aspecto da placenta. Parece que ela envelhece; surgem manchas de degeneração celular em sua superfície; são ilhotas de tecido duro, fibroso, de células em degeneração, que tornam certas áreas da placenta inaptas para funcionar; em outros pontos pode apresentar coágulos sangüíneos, maciços, que interrompem nesses pontos a passagem do sangue materno.
Esses fenômenos indicam que a placenta acerca do fim de sua capacidade funcional e, uma vez cessada essa função é mister que o feto assuma o encargo de garantir e proteger por si próprio seus tecidos e órgãos.
Nos últimos dois meses de gravidez, o comprimento do feto supera o do útero, o que justifica a característica posição de Buda: cabeça inclinada sobre o tórax, braços cruzados diante do tronco e pernas dobradas e cruzadas. O feto naturalmente tende a assumir tal postava antes mesmo da necessidade de acomodação. Na maior parte dos casos, a cabeça está voltada para baixo, em correspondência com a entrada da bacia, enquanto as pernas e nádegas se adaptam ao fundo do útero, o que explica o fato de os movimentos fetais, mais vigorosos na flexão das pernas agirem sentidos pela mãe na parte alta do abdome.
Durante o último mês de vida uterina, a criança geralmente adquire anticorpos da mãe, que defendem o corpo da criança contra o ataque de alguns microrganismos. Tal imunidade é somente temporária, pois estes anticorpos permanecem no sangue da criança até o 2° mês de vida pós-natal e devem ser substituídos por anticorpos sintetizados pelo próprio sistema imune da criança. Também no último mês, a velocidade de crescimento diminui, se continuasse com o mesmo ritmo no seu primeiro aniversário a criança, pesaria 100 quilos.

NASCIMENTO 

A data do nascimento é calculada para 266 dias depois da concepção ou 280 dias após o início do último período menstrual regular. O parto é dividido em três etapas: dilatação, expulsão e estádios placentários.
A dilatação dura de 2 a 16 horas, sendo mais longa no primeiro parto que nos anteriores, começa com as primeiras contrações do útero e termina com a plena dilatação ou abertura do cérvix uterino. No início deste período as contrações uterinas ocorrem em intervalos de cerca de l5 a 20 minutos e são relativamente suaves; gradativamente as contrações tornam-se mais fortes e ocorrem em intervalos de 1 a 2 minutos. A essa altura, o colo uterino está dilatado para cerca de 10 centímetros de diâmetro, sendo que geralmente nesta fase é que ocorre o rompimento do saco amniótico, com eliminação do líquido amniótico.
O segundo período, a expulsão, dura de 2 a 60 minutos. Começa com a plena dilatação do colo uterino e o aparecimento da cabeça da criança (coroamento). As contrações duram de 50 a 90 segundos e repetem-se em intervalos de 1 a 2 minutos.
O terceiro período é o placentário que começa após o nascimento. Implica em contrações do útero e a expulsão pela vagina, de fluído, sangue e finalmente da placenta, que está ligada ao cordão umbilical. Contrações uterina menos intensas continuam, elas permitem parar a hemorragia e fazer com que o útero volte á condição e tamanho anteriores à gravidez.
A dilatação do colo do útero e a distensão da cúpula da vagina determinam a sensação dolorosa das contrações do parto. As contrações da expulsão da placenta são indolores porque não repercutem sobre o colo do útero nem sobre a vagina. A sensação de dor, naturalmente, varia conforme a sensibilidade individual da mulher. Para algumas, as contrações do parto são toleráveis como as cólicas menstruais. Para outras é um tormento incomparável. Interferem aí fatores culturais e de preparo psicológico. A serenidade procurada no preparo psicoprofilático do parto eleva sensivelmente o limiar de sensibilidade, o que torna as dores suportáveis.
Devemos lembrar que o elemento essencial para o desencadeamento das contrações é a ocitocina, hormônio liberado pelo lobo posterior da hipófise. Durante a gravidez, a ocitocina não atua sobre o útero por motivos ainda controvertidos. Alguns pesquisadores acham que é porque a progesterona, secretada pela placenta, impede a contração uterina. O teor de actinomiosina (proteínas contráteis das fibras uterinas) é outro fator determinante do início do parto. Durante a gravidez, a quantidade destas duas proteínas aumenta gradualmente no útero. No final da gravidez, as fibras com maior teor destas duas proteínas, denominadas maduras, respondem á ação da ocitocina. Assim por feed back a ocitocina desencadeia as contrações, que, por sua vez, estimulam a liberação de mais ocitocina, num círculo vicioso crescente. 
Formação de gêmeos 
Os gêmeos podem ser dizigóticos ou fraternos, quando resultam da fertilização de dois óvulos por dois espermatozóides diferentes, podendo ser do mesmo sexo ou não- Geralmente apresentam dois âmnios e dois córios, mas os córios e as placentas podem estar fundidos.
Já os gêmeos monozigóticos, pelo fato de resultarem da fertilização de um óvulo, são do mesmo sexo, geneticamente idênticos e muito parecidos fisicamente. As diferenças físicas existentes entre eles são causadas por fatores puramente ambientais. Geralmente a gemelalidade monozigótica começa por volta da primeira semana de gravidez, quando o embrioblasto se divide em duas massas celulares distintas Posteriormente desenvolvem-se dois sacos coriônicos e amnióticos, mas a placenta é única para ambos e freqüentemente observa-se a junção de vasos placentários, mas estas anastomoses não afetam ambos os embriões, pois na maioria das vezes são bem equilibradas.
A incidência de gêmeos dizigóticos é comum numa mesma família o que mostra que existe algum significado hereditário neste processo; entretanto isto não é válido para os monozigóticos.
  

CONCLUSÃO 

O âmnio, saco vitelino e alantóide compreendem os anexos humanos. Embora os anexos embrionários derivem da própria célula-ovo, não fazem parte do embrião propriamente dito, exceto a parte dorsal do saco vitelino que é incorporado ao embrião como intestino primitivo e uma porção do alantóide que persiste no adulto sob forma de um ligamento fibroso, o úraco, que une o teto da bexiga ao umbigo.
O cório reapresenta a parte fetal da placenta, já que a outra porção da placenta é derivada do próprio epitélio endometrial, que durante a gravidez recebe o nome de decídua (do latin deciduus, queda) por ser eliminada durante o parto. Durante a gravidez as células deciduais tornam-se volumosas e acumulam grande quantidade de lipídios e glicogênio, mas seu total significado não é conhecido até hoje, postulando-se que as mesmas estejam envolvidas na nutrição do embrião, na proteção do tecido materno contra uma invasão descontrolada do trofoblasto e finalmente sugerem-se que as mesmas tenham função hormonal.